De onde virá o sucesso esperado do Quibi (leia-se Qüibi), a nova plataforma para consumo de vídeos de pequenos formatos criados, produzidos e adaptados para serem assistidos no celular?

A expectativa da nova empresa de Jeffrey Katzenberg, ex-Disney, e da CEO Meg Whitman, também ex-Disney e ex-presidente da HP Enterprise e e-Bay, é enorme. Quibi está previsto para ser lançado em abril de 2020, mas já é aguardado como ouro.

A palestra com os dois fundadores no primeiro dia do SXSW, “A próxima forma de Narrativa: o futuro do entretenimento possibilitado pela tecnologia”,frisou vários aspectos pelos quais a plataforma é tão esperada: formato específico para celular; solução para a demanda que existe hoje por conteúdo de vídeo em tamanho reduzido entre 7 da manhã e 7 da noite; falta de tempo para consumo de episódios de 30 ou 40 minutos; e histórias inéditas já anunciadas como “Frat Boy Genius”. No nosso ponto de vista, podemos somar aí um outro motivo: o formato “saciável”.

Quantas vezes interrompemos a leitura do jornal (ou o lemos pela metade) para fazer outras atividades? Quantas vezes nos sentimos frustrados por não conseguir ler no tempo previsto um livro e, muitas vezes, nem um capítulo no dia?

A plataforma Quibi permitirá ao consumidor acalantar essa frustração, oferecendo um formato com grande probabilidade de ser consumido do começo ao fim de uma única vez, nas mãos. E saciável por todos os outros pontos listados, porque sacia desejos e lacunas antes não preenchidos. 

Essa caixa de disrupção será aberta em abril e, se a expectativa dos sócios do Quibi se concretizar – ser em cinco anos sinônimo de formatos pequenos – marcas e agências terão o belo desafio de exercitar o excelente curto conteúdo para contar com maestria suas histórias, antes contadas com tempo. Já se diz que por PR se tem mais tempo para construir, contar história. Será? Para saciar, vai ter de reduzir, ao invés de aumentar.