Você sabia que o tempo gasto pelas pessoas na internet vendo vídeos é aproximadamente o mesmo que elas gastam ouvindo áudios? No entanto, o mercado de vídeo movimenta nos EUA cerca de um trilhão de dólares, enquanto o de áudio (nesse caso entram rádios online, podcasts, etc.), apenas um décimo desse valor.

Essa informação foi a chamada de um dos painéis mais concorridos do SXSW, "The Second Golden Age of Audio: Podcasting”, que abordou o assunto através de um debate entre Spotify, Gimlet Media (empresa premiada por criar narrativas para podcasting) e a Anchor (aplicação one-stop-shop para produção de podcasts). 

Apresentada como uma das maiores tendências do SXSW deste ano, o tema esteve presente em diversos painéis que discutiram ativamente, e por diferentes ângulos, a importância do podcast, expressão cunhada em 2004, quando, em um artigo para o The Guardian, o jornalista britânico Ben Hammersley juntou o nome do tocador de MP3 iPod com a palavra broadcast (transmissão via rádio), dando luz ao termo que hoje denomina o formato de áudio digital focado em conteúdo.

A atenção do mercado para a importância do formato vai muito além do fato de ter um grande número de usuários; ele traz várias vantagens e benefícios se comparado ao vídeo, como por exemplo:

1 - “Anywhere, anytime” - Por ser on demand, ele é o “companheiro” no trânsito, no caminho para o trabalho, na academia… o fato de você não precisar ficar com os olhos grudados numa tela o torna uma excelente opção para se informar ou se entreter. 

2 - Tempo de atenção - É uma experiência muito mais imersiva. O tempo gasto em média pelos ouvintes de podcast nos EUA por semana é de 6 horas, segundo a Edison Research.

2 - Fidelidade - O usuário precisa escolher o conteúdo, que na maioria das vezes se transforma numa “assinatura”, proporcionando uma interação frequente. Isso pode gerar um canal de relacionamento para as empresas. 

4 - “Intimacy effect” - Assim como no rádio, os ouvintes têm uma conexão pessoal com os apresentadores ou debatedores dos programas.

5 - Baixo custo - Apesar de necessitar de uma infraestrutura para produção do conteúdo, seu custo é muito mais baixo se comparado com o vídeo. 

Quando falamos sobre os diferentes tipos de conteúdo apresentados nos podcasts, além de entrevistas e discussões, o formato que vem crescendo muito é o da ficção no modelo das radionovelas do século passado, com vários episódios e muito drama. Um dos panelistas - Matt Lieber, da Gimlet Media - mencionou o caso de um podcast desenvolvido por eles, “Sandra”, que teve seus direitos vendidos para a TV.  

Resumindo, estamos falando de criação e produção de bons conteúdos, histórias que engajam. E esse é o desafio que temos no dia a dia do PR.