Para Steven Bartlett, fundador da agência de social media The Social Chain, o que salvará o marketing de influência é o mesmo remédio que o tornou uma fraude: a inteligência artificial.

Steven Bartlett, o jovem de 25 anos que co-fundou e dirige a The Social Chain Group, agência de social media em rápida ascensão no Reino Unido, teve que fazer uma segunda conferência no dia 3 do SXSW, tamanho o interesse do público. Bartlett criou um algoritmo capaz de desvendar fraudes de grandes influenciadores das redes sociais que inflam artificialmente, com a ajuda de robôs, seus índices de alcance e engajamento -- dados que fazem as marcas investirem um dinheirão por apenas um post.

"Colocamos o dinheiro à frente da confiança, da privacidade, da moral e da responsabilidade. Agora estamos pagando o preço", resume o empreendedor botsuano criado em Plymouth. A saída, segundo ele, está na qualidade dos dados que você é capaz de garimpar para treinar o algoritmo, "que irá te ajudar a encontrar a mensagem certa, no momento certo, dirigida às pessoas certas para conquistar facilmente relevância em escala".

Este nível granular de coleta e processamento de dados permite que as campanhas com micro e nano influenciadores sejam muito mais eficientes, a um custo muito menor, além do fato de que micro influenciadores com 10 mil a 100 mil seguidores refletem em suas redes muito mais autenticidade e comprometimento do que aqueles com 10 milhões de fãs – muitos deles, aliás, estão sendo desmascarados pela ferramenta de Bartlett, que já atraiu para a Social Chain clientes da estirpe de Apple, Amazon, Coca-Cola, Disney e BBC.