26/03/2019Nenhum comentário

Jovens talentos da In Press Porter Novelli se destacam no Emerging Stars

Com a participação de quatro promissores talentos da In Press Porter Novelli, teve início no último dia 20 de março, em São Paulo, o Emerging Stars, programa do Grupo Omnicom que busca integrar e capacitar jovens profissionais em comunicação e marketing. Com a duração de um mês, o projeto reúne equipes de diversas agências da Omnicom dos segmentos de Relações Públicas, Publicidade, Consultoria, Digital e Marketing. O Emerging Stars é a primeira iniciativa do Geração +30, programa de desenvolvimento da In Press Porter Novelli que tem como objetivo inovar e formar profissionais para soluções completas de comunicação.

19/03/2019Nenhum comentário

#InPressnoSXSW: Afinal, a quem pertencem os nossos dados?

Por Roberta Machado, CEO da In Press Porter Novelli, em artigo publicado no Propmark

Tomar contato com o Relatório das Tendências Emergentes em Ciência e Tecnologia, da futurologista americana Amy Webb, é para os fortes. A cada ano, nos últimos 12, ela e sua equipe do Future Today Institute divulgam o resultado da análise de uma infinidade de dados pesquisados sobre a evolução da tecnologia e diferentes pesquisas científicas e como influenciarão negócios, governos, educação, mídia e sociedade nos próximos anos (o relatório completo pode ser baixado aqui).

Na reflexão que propôs em sua disputadíssima sessão no SXSW 2019 em Austin, Texas, no último sábado, dia 9, um auditório com cerca de duas mil pessoas se viu obrigado a pensar sobre questões que parecem tiradas de um filme de ficção científica. Webb partiu da inegável realidade: não existe mais privacidade. Nossa biometria vem sendo escaneada nos celulares, nas portarias, carros, aparelhos eletrodomésticos, simplificando nossa vida por meio de reconhecimento facial, de voz, impressão digital, íris ocular, frequência cardíaca e até nosso gestual, a cada lançamento de um novo device. O refinamento e a otimização dos nossos dados biológicos em tempo real ajudam sistemas de inteligência artificial a aprender, categorizar e reportar informações sobre nós, o tempo todo – os chamados Sistemas de Reconhecimento Persistentes.

Isso levanta, segundo Amy Webb, questões sobre quem armazena e trata estes dados: a quem pertencem nossas informações biométricas? Devemos ter o direito de manter privacidade sobre nossas emoções, estado mental e outros detalhes biométricos, fora do alcance dos Sistemas de Reconhecimento Persistentes? As corporações são capazes de usar todos estes dados de forma segura e ética? A quem pertence de fato o nosso DNA? Podemos patentear nosso DNA para que ninguém o copie ou utilize? Se tecnicamente não somos donos do nosso DNA, então a quem pertence o nosso corpo e tudo o que está nele?

Respira. Acha que ela foi longe demais? Nem tanto. Seu estudo aponta este cenário já em 2034, logo ali. Se fizermos a mesma análise, mas substituindo os dados biométricos pelo nosso comportamento online, concluímos que já estamos fornecendo para centenas de empresas a cada minuto uma série de dados sobre nós, tornando-as capazes de mapear nossa rotina, conhecer nossas dúvidas, anseios e angústias, o que estamos consumindo, o que estamos lendo, assistindo e ouvindo, o que achamos de determinado restaurante, nossa localização em tempo real e para onde vamos nas próximas férias. Todos estes dados, intercambiados e tratados por algoritmos já não são Sistemas de Reconhecimento Persistentes que nos apresentam ofertas de preços, produtos, serviços e conteúdos absolutamente personalizados?

Graças ao que a inteligência artificial (expressão mais falada durante o SXSW!) é capaz de fazer com todos estes dados, estamos transformando o jeito como comunicamos marcas e corporações. E sem dúvida nossas campanhas estão ficando cada vez mais eficientes (os analytics estão aí que não nos deixam mentir). Mas como alertou Amy Webb à mesma plateia, isso tudo pode ser incrível ou catastrófico, dependendo da ética e responsabilidade com que fizermos os robôs trabalharem esses dados.

A questão permeou várias discussões nos dias que se seguiram no festival. 24 horas depois da palestra de Amy Webb, a política dinamarquesa Margrethe Vestager, comissária para Concorrência da União Europeia, alertou em seu painel sobre os riscos do mau uso dos dados: “só podemos desfrutar das promessas da tecnologia se pudermos confiar em quem está por trás dela”. Vestager criticou duramente a falta de transparência por parte das gigantes tecnológicas, como Amazon, Google, Apple e Facebook, cujos maiores ativos são justamente os dados gerados constantemente por bilhões de indivíduos no planeta que interagem em suas plataformas, verdadeiras caixas pretas. Ao perguntar para a plateia quem achava que as gigantes tecnológicas precisam de maior regulação, deparou-se com um auditório de mãos levantadas. “Se quisermos ter um mercado dinâmico, teremos de conceder o acesso aos dados para cada pessoa, e não deixá-los sob a guarda dos gigantes da tecnologia”, concluiu.

O tema seguiu quente no Centro de Convenções de Austin, e poucas horas depois de Vestager, foi a vez de Roger McNamee, mentor de Mark Zuckenberg no início da carreira e investidor do Facebook. Ele acaba de publicar o livro Zucked: Waking Up to the Facebook Catastrophe, em que alerta para a necessidade urgente de Facebook e as outras gigantes reverem seus modelos de atuação, sob o risco de vivermos como escravos em suas plataformas, à custa de competitividade, privacidade e liberdade em sentido amplo. “O que precisa mudar é o modelo de negócio de todas essas empresas, baseado em vigilância constante e monetizando cada informação coletada de nós sem que tenhamos a menor ideia disso”.

O primeiro passo para regular a privacidade e acesso aos dados foi dado com a aprovação da GDPR (General Data Protection Regulation) pelo Parlamento Europeu em abril de 2016, lei que foi endurecida em maio do ano passado e inspirou a Lei Brasileira de Proteção e Tratamento de Dados Pessoais, sancionada em agosto. Mas ninguém sabe ainda como os direitos garantidos por estas leis serão exercidos na prática. Escritórios de advocacia e consultorias estão debruçados sobre elas, que impactarão praticamente todo e qualquer negócio, já que todos vivemos numa economia digital. No Brasil, a lei só entra em vigor daqui a um ano, até que os impactos estejam minimamente mapeados.

O espírito por trás da regulação é a responsabilidade que deve acompanhar o sucesso das empresas no mundo digital. Como disse Margrethe Vestager, “as pessoas precisam ser responsáveis pelos resultados dos algoritmos que criam. E ser responsabilizadas, caso este resultado provoque estragos”.

Ela não está falando só das tech giants. Qualquer start up, agência digital ou fintech precisa estar atenta ao tamanho da sua responsabilidade e agir hoje de forma ética para que a probabilidade de o futuro ser incrível supere de longe a de ser catastrófico.

15/03/2019Nenhum comentário

#InPressnoSXSW: Podemos ensinar uma máquina a ser criativa?

Durante os painéis sobre AI (inteligência artificial e machine learning), surgiram diversas dúvidas, mas uma das que mais gerou polêmica foi sobre a relação homem x máquina no processo criativo. Será que podemos ensinar as máquinas a criar? 

O painel "Creativity: Perspectives from Neuroscience and AI” colocou lado a lado dois neurocientistas que têm trabalhos em áreas distintas, mas dedicam parte de suas pesquisas para entender como é o processo criativo do ponto de vista cerebral. Além deles, tivemos como debatedor um engenheiro e programador do Google Brain, que além de ser PhD e programador de AI também é músico. 

Cada um dos participantes teve 12 minutos para fazer uma apresentação sobre os seus trabalhos. Obviamente que as apresentações e explicações feitas pelos doutores da academia sobre como o nosso cérebro funciona do ponto de vista criativo foram muito importantes, nos dando uma compreensão melhor do que é criatividade. A Dra. Elizabeth Margulis trouxe uma definição simples sobre a criatividade, que é a capacidade de criar algo original (único e novo) e também efetivo (relevante). Já o professor Alain Dagher demonstrou que doenças como a esquizofrenia e depressão podem ativar algumas áreas do cérebro que amplificam a capacidade criativa. 

Mas quem roubou a cena mesmo foi Pablo Samuel Castro, do Google. O engenheiro (e, como citado acima, músico nas horas livres) está trabalhando numa plataforma que interage em tempo real produzindo música através da programação de diversos instrumentos (bateria, piano…). O projeto de Pablo é ampliar a capacidade das máquinas de criar novos padrões musicais (harmonias) que possam evoluir e mudar a relação com os músicos. 

Voltando à discussão inicial, é possível uma máquina ser criativa? Sim, é possível. Se criar é fazer algo novo e único, as máquinas conseguem fazer. Mas começam a surgir várias questões sobre os papéis dos robôs e das pessoas, e todos pensam da mesma maneira: o sentimento é algo que só o homem pode ter, e isso permeia todo o processo criativo. 

15/03/2019Nenhum comentário

#InPressnoSXSW: A empatia na pauta da comunicação e dos negócios

A tecnologia nos levará por caminhos ainda desconhecidos, para o bem e para nem tanto. Inteligência artificial e automação percorrerão tudo aquilo que conhecemos em termos de produção e execução de atividades – do call center ao cuidado diário de pacientes, do lógico trabalho de computador à mais delicada cirurgia de coração.

Sarah Fay, da Glasswing Ventures, investidora de startups de tecnologia de ponta e AI, foi direta ao afirmar que está preocupada com o andamento de tudo isso. “Como investidora do setor, não deveria estar falando isso, mas muitos empregos serão perdidos. Teremos de repensar e entender como iremos para frente”, cravou a executiva.

Para Lance Weiler, fundador do Lab do Storytelling Digital da Universidade de Columbia, existe ainda um longo caminho a percorrer. Ele acredita que sempre haverá algo que nos diferenciará da máquina: a empatia, ou seja, a capacidade de entender o sentimento do outro. “AI vai nos ajudar a processar informação, mas a maior parte da comunicação não é verbal, é de linguagem corporal”, afirmou.

Douglas Eck, cientista da equipe de pesquisa do Google Brain, faz parte de uma série de projetos mirabolantes, como desenvolvimento de AI para aplicações como editar livros e tocar piano. No entanto, ele não vê o computador com capacidade de fazer escolhas. “A empatia tem a sua complexidade para ser totalmente capturada. Há uma parte importante da empatia que é a contextualização, o que também ainda não está bem resolvida em AI”.

Seja máquina ou humano, empatia é uma das chaves dos negócios e está entre as sete tendências não-óbvias do best-seller Rohit Bhargava. Tanto tem se falado sobre essa palavra mágica, mas ela continua sendo um desafio. “Falamos muito sobre empatia no negócio, mas não colocamos em prática. Empatia é um dos três níveis inexplorados de produtividade”, disse Minter Dial, autor e especialista em transformação digital, que levou ao SXSW a reflexão sobre a empatia artificial e sua eficácia. “Você não ensina ou cria empatia, mas pode criar um ambiente que favoreça o seu desenvolvimento”, pontuou Dial.

Talvez as máquinas cheguem lá, mas o fato é: empatia ainda é um diferencial humano e melhor explorado com relações verdadeiramente humanas – especialidade dos profissionais de RP. Se o futuro dos negócios depender de mais empatia, RP deve estar no centro dessas discussões.

15/03/2019Nenhum comentário

#InPressnoSXSW: A mídia mais eficaz em 2025

A mídia em 2025 para engajar a Geração Z será...

(  ) Blog

(  ) Veículo de comunicação

(  ) Influenciador digital

(X) Gente!

Isso, gente como a gente. Pessoas reais, mais próximas que os influenciadores com milhões de fãs e seguidores, com interesses autênticos e conhecimentos profundos sobre o que falam. Essa foi a tônica da conversa entre o publicitário Ryan Berger (HYPR), a sports marketeer Sarah Flynn (Thirty Five Ventures) e Courtney Spritzer (SocialFly) no painel Marketing de Influência: o futuro da mídia humana em 2025

Já abordamos aqui o fortalecimento da tendência das campanhas com micro influenciadores em detrimento das que investem em influenciadores-celebridades (que reproduzem a lógica pura e simples das campanhas publicitárias tradicionais).

Até 2025, além dos micro, ativaremos cada vez mais os nano influenciadores, pessoas com "apenas" poucas dezenas de milhares de seguidores, mas extremamente especializadas e autênticas, para quem, antes do cachê (se houver), importa mais sua afinidade com a causa da empresa/marca.

Nas agências de RP, essa já é a abordagem há algum tempo. O que muda é a multiplicação desta nova mídia, que desafia a nossa capacidade de identificá-los, rastreá-los e analisá-los com a rapidez que as ativações precisam ser feitas. E com alta eficácia.

"Neste cenário, dependemos da tecnologia para encontrar os micro e nano influenciadores certos. E não apenas aqueles cujo conteúdo interessa à marca, mas cujo perfil da audiência irá corresponder de forma mais assertiva ao público-alvo desejado", afirmou Berger, que alega ter construído a maior plataforma de influenciadores do mundo. "Além de encontrar o melhor match, é preciso medir as coisas certas, não apenas impressões, curtidas e comentários. Temos que medir a resposta, como a campanha está performando na audiência do influenciador", concluiu o fundador da Hypr.

13/03/2019Nenhum comentário

#InPressnoSXSW: Como construir confiança em tempos de descrença?

Crise de confiança como nunca antes. É o que o mundo vive hoje – na mídia, nas redes sociais, nas corporações, nos governos e por aí vai.
O que fazer para construir confiança em tempos de tanta descrença? Neil Pasricha, autor do best-seller The Book of Awesome, propõe 3 ações principais em sua mandala da confiança:

1) Na era de infinitas escolhas, o valor da curadoria é enorme. Cardápios com dezenas de opções dão lugar ao menu do chef; newsletters com a pré-seleção dos temas de interessa ganham mais e mais adesão. Mesmo que a curadoria seja feita por algoritmos, como as sugestões de filmes e séries na Netflix e de músicas pelo Spotify.

2) Deixemos AI para as coisas que o algoritmo faz melhor que a gente. O fator humano é cada vez mais valioso e desejado. Muitas empresas têm caído no erro de substituir funções que demandam empatia às máquinas.

3) Estar de corpo e alma em algo e mostrar isso. Ninguém mais aguenta marcas e pessoas que são tudo ao mesmo tempo. Marcas “minimalistas” são as mais admiradas, pois suas propostas são simples e claras.
Para coroar sua sessão com o toque humano e a empatia esperados, Pasricha convidou Frank Warren, criador do projeto Post Secrets, no qual recebe pelo correio segredos de pessoas anônimas em cartões postais. Clique aqui para conhecer o projeto, vale a pena!

13/03/2019Nenhum comentário

#InPressnoSXSW: A coragem na comunicação

O SXSW é sobre inovação e criatividade, mas, acima de tudo, é sobre ter coragem de ser o primeiro, de arriscar, de falhar e de fracassar.

Da participação da jovem congressista americana AlexandriaOcaso-Cortez às centenas de estandes no espaço de exposições, a coragem mostrou-se presente.

Há questões fervilhando no cenário de marcas e corporações
no que tange à comunicação, e em todas as possíveis respostas um dos
ingredientes imprescindíveis é a coragem.

1) Marcas e corporações devem ou não ter posicionamentos
claros sobre temas polêmicos? É um compromisso a longo prazo. Além de coragem,
avalie e alinhe o posicionamento aos seus valores e ao seu propósito. O tema
foi abordado no painel “Brand: The New Political Reality”, com Joy Horward, CMO
da Lyft; Corley Kenna, Global Communication & PR da Patagonia; e Nancy
King, Director Global Insights & Strategy do Airbnb.

2) Marcas e corporações devem se mostrar vulneráveis? A
vulnerabilidade é do ser humano, que é quem faz as empresas. É preciso ser
humilde, e ter coragem, para admitir. Para o co-fundador da Honest Company,
Christopher Gavigan, os erros precisam ser admitidos.

3)  Até onde apostar
no desconhecido? Inovar pode ser para todos, mas ainda é para poucos. É preciso
coragem para acreditar em algo para o qual ainda não existem métricas, no que
não há certeza de retorno, no que pode não dar certo. Com budgets cada vez mais
compactos e cobrança de retorno quase imediato, será preciso encontrar o
equilíbrio para sair do quadrado.

No início, haverá um possível choque no sistema. No entanto,
com resiliência e coragem, temos grande possibilidade de abrir novos caminhos –
e de dar certo.

E quando dá certo, WOW! 

13/03/2019Nenhum comentário

#InPressnoSXSW: A volta da era do rádio

Você sabia que o tempo gasto pelas pessoas na internet vendo vídeos é aproximadamente o mesmo que elas gastam ouvindo áudios? No entanto, o mercado de vídeo movimenta nos EUA cerca de um trilhão de dólares, enquanto o de áudio (nesse caso entram rádios online, podcasts, etc.), apenas um décimo desse valor.

Essa informação foi a chamada de um dos painéis mais concorridos do SXSW, "The Second Golden Age of Audio: Podcasting”, que abordou o assunto através de um debate entre Spotify, Gimlet Media (empresa premiada por criar narrativas para podcasting) e a Anchor (aplicação one-stop-shop para produção de podcasts). 

Apresentada como uma das maiores tendências do SXSW deste ano, o tema esteve presente em diversos painéis que discutiram ativamente, e por diferentes ângulos, a importância do podcast, expressão cunhada em 2004, quando, em um artigo para o The Guardian, o jornalista britânico Ben Hammersley juntou o nome do tocador de MP3 iPod com a palavra broadcast (transmissão via rádio), dando luz ao termo que hoje denomina o formato de áudio digital focado em conteúdo.

A atenção do mercado para a importância do formato vai muito além do fato de ter um grande número de usuários; ele traz várias vantagens e benefícios se comparado ao vídeo, como por exemplo:

1 - “Anywhere, anytime” - Por ser on demand, ele é o “companheiro” no trânsito, no caminho para o trabalho, na academia… o fato de você não precisar ficar com os olhos grudados numa tela o torna uma excelente opção para se informar ou se entreter. 

2 - Tempo de atenção - É uma experiência muito mais imersiva. O tempo gasto em média pelos ouvintes de podcast nos EUA por semana é de 6 horas, segundo a Edison Research.

2 - Fidelidade - O usuário precisa escolher o conteúdo, que na maioria das vezes se transforma numa “assinatura”, proporcionando uma interação frequente. Isso pode gerar um canal de relacionamento para as empresas. 

4 - “Intimacy effect” - Assim como no rádio, os ouvintes têm uma conexão pessoal com os apresentadores ou debatedores dos programas.

5 - Baixo custo - Apesar de necessitar de uma infraestrutura para produção do conteúdo, seu custo é muito mais baixo se comparado com o vídeo. 

Quando falamos sobre os diferentes tipos de conteúdo apresentados nos podcasts, além de entrevistas e discussões, o formato que vem crescendo muito é o da ficção no modelo das radionovelas do século passado, com vários episódios e muito drama. Um dos panelistas - Matt Lieber, da Gimlet Media - mencionou o caso de um podcast desenvolvido por eles, “Sandra”, que teve seus direitos vendidos para a TV.  

Resumindo, estamos falando de criação e produção de bons conteúdos, histórias que engajam. E esse é o desafio que temos no dia a dia do PR.

11/03/2019Nenhum comentário

#InPressnoSXSW: Quibi: um conteúdo que sacia

De onde virá o sucesso esperado do Quibi (leia-se Qüibi), a nova plataforma para consumo de vídeos de pequenos formatos criados, produzidos e adaptados para serem assistidos no celular?

A expectativa da nova empresa de Jeffrey Katzenberg, ex-Disney, e da CEO Meg Whitman, também ex-Disney e ex-presidente da HP Enterprise e e-Bay, é enorme. Quibi está previsto para ser lançado em abril de 2020, mas já é aguardado como ouro.

A palestra com os dois fundadores no primeiro dia do SXSW, “A próxima forma de Narrativa: o futuro do entretenimento possibilitado pela tecnologia”,frisou vários aspectos pelos quais a plataforma é tão esperada: formato específico para celular; solução para a demanda que existe hoje por conteúdo de vídeo em tamanho reduzido entre 7 da manhã e 7 da noite; falta de tempo para consumo de episódios de 30 ou 40 minutos; e histórias inéditas já anunciadas como “Frat Boy Genius”. No nosso ponto de vista, podemos somar aí um outro motivo: o formato “saciável”.

Quantas vezes interrompemos a leitura do jornal (ou o lemos pela metade) para fazer outras atividades? Quantas vezes nos sentimos frustrados por não conseguir ler no tempo previsto um livro e, muitas vezes, nem um capítulo no dia?

A plataforma Quibi permitirá ao consumidor acalantar essa frustração, oferecendo um formato com grande probabilidade de ser consumido do começo ao fim de uma única vez, nas mãos. E saciável por todos os outros pontos listados, porque sacia desejos e lacunas antes não preenchidos. 

Essa caixa de disrupção será aberta em abril e, se a expectativa dos sócios do Quibi se concretizar – ser em cinco anos sinônimo de formatos pequenos – marcas e agências terão o belo desafio de exercitar o excelente curto conteúdo para contar com maestria suas histórias, antes contadas com tempo. Já se diz que por PR se tem mais tempo para construir, contar história. Será? Para saciar, vai ter de reduzir, ao invés de aumentar.

11/03/2019Nenhum comentário

#InPressnoSXSW: A bolha do marketing de influência está a um triz de estourar

Para Steven Bartlett, fundador da agência de social media The Social Chain, o que salvará o marketing de influência é o mesmo remédio que o tornou uma fraude: a inteligência artificial.

Steven Bartlett, o jovem de 25 anos que co-fundou e dirige a The Social Chain Group, agência de social media em rápida ascensão no Reino Unido, teve que fazer uma segunda conferência no dia 3 do SXSW, tamanho o interesse do público. Bartlett criou um algoritmo capaz de desvendar fraudes de grandes influenciadores das redes sociais que inflam artificialmente, com a ajuda de robôs, seus índices de alcance e engajamento -- dados que fazem as marcas investirem um dinheirão por apenas um post.

"Colocamos o dinheiro à frente da confiança, da privacidade, da moral e da responsabilidade. Agora estamos pagando o preço", resume o empreendedor botsuano criado em Plymouth. A saída, segundo ele, está na qualidade dos dados que você é capaz de garimpar para treinar o algoritmo, "que irá te ajudar a encontrar a mensagem certa, no momento certo, dirigida às pessoas certas para conquistar facilmente relevância em escala".

Este nível granular de coleta e processamento de dados permite que as campanhas com micro e nano influenciadores sejam muito mais eficientes, a um custo muito menor, além do fato de que micro influenciadores com 10 mil a 100 mil seguidores refletem em suas redes muito mais autenticidade e comprometimento do que aqueles com 10 milhões de fãs – muitos deles, aliás, estão sendo desmascarados pela ferramenta de Bartlett, que já atraiu para a Social Chain clientes da estirpe de Apple, Amazon, Coca-Cola, Disney e BBC. 

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